domingo, 29 de setembro de 2013

Pastagem - Seleção de Plantas Forrageiras, Implantação e Adubação



A área de pastagem com espécies cultivadas no Brasil, está em torno de 115 milhões de hectares, destacando-se nesta categoria a predominância de capim Brachiaria, enquanto a área com pastagem nativa é de 144 milhões, onde predominam centenas de espécies nativas.
Estas áreas que abrigam numericamente: 195 milhões de bovinos, 18,7 milhões de ovinos, 10,6 milhões de caprinos, 9,6 milhões de eqüinos, 2 milhões de muares, 1,3 milhões de asininos e 1,5 milhões de bubalinos. Estes números proporcionam uma taxa de lotação de 0,91 cabeças por hectare.
O sucesso da exploração tem como ponto básico a adequada formação de pastagens. As espécies e variedades de plantas de plantas forrageiras diferem acentuadamente, entre si. Uma das decisões a ser tomada neste contexto, se refere a escolha da espécie forrageira que, por sua vez, está ligada a uma série de variáveis do meio. Portanto, o que se busca é reunir estas características, em uma só espécie.
Como, dificilmente, conseguir-se á reunir estas características, em uma só espécie, recomenda-se diversificá-las, no sentido de que as deficiências de uma sejam supridas por outra.
Este livro apresenta também informações que auxiliarão o produtor rural no preparo do solo e adubação corretiva, no estabelecimento e na renovação de pastagens; as exigências e as aptidões de plantas forrageiras. Descreve ainda, as sementes forrageiras.


Fonte:Herbert Vilela                                                               Postado por: Elvys Chester
Engenheiro Agrônomo, Doutor

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Plantaçao

Plantação


Mudas
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Importância da qualidade da muda
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A multiplicação comercial da bananeira é realizada por meio de mudas obtidas a partir propagação vegetativa ou clonal. A utilização no plantio de uma muda de qualidade é fundamental para o sucesso da produção, já que a mesma deve reunir características desejadas quanto a identidade genética da variedade, vigor e estado fitossanitário. As características agronômicas e comerciais da variedade são garantidas pela pureza genética. A qualidade fitossanitária garante a ausência de pragas e doenças prejudiciais à cultura, como a broca-do-rizoma, os nematóides, o mal-do-Panamá, o moko, a podridão-mole e as viroses. O vigor da muda garante o bom pegamento e o crescimento inicial rápido da planta. Via de regra, o vigor está associado ao tamanho e a idade da muda.
Produção e obtenção de mudas
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As mudas podem ser obtidas pelo método da propagração vegetativa convencional ou por micropropagação.
Propagação vegetativa convencional
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O método consiste na retirada de parte ou de todo o rizoma ou caule subterrâneo da planta contendo uma ou mais gema(s) desenvolvida(s) – Fig. 1. As plantas que fornecerão as mudas a serem propagadas devem atender os atributos que caracterizam uma muda de qualidade. Na prática, dificilmente se consegue por esse método mudas que atendam todos os atributos de qualidade, principalmente com relação à questão fitossanitária. Portanto, recomenda-se selecionar bananais com boa produtividade e plantas características da variedade e, na medida do possível, escolher áreas cujo histórico não tenha problemas fitossanitários graves.
O ideal é que as mudas a serem produzidas por esse método sejam oriundas de plantas matrizes produzidas pelo método da micropropagação. Desta forma, mesmo as mudas convencionais poderão ter uma boa qualidade se o local de cultivo for isento das principais pragas e doenças da cultura. Outra forma de melhorar a qualidade da muda produzida pelo método convencional é, intencionalmente, estabelecer viveiros ou matrizeiros de campo com a finalidade específica de produção de mudas. Também, neste caso, é importante que o solo da área de cultivo seja isento de enfermidades e pragas da bananeira. A principal vantagem do viveiro ou matrizeiro é a redução do custo da muda de boa qualidade.
Tipos de mudas e suas características
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Chifrinho: apresenta de 20 a 30 cm de altura e tem unicamente folhas lanceoladas;
Chifre: apresentam de 50 a 60 cm de altura e folhas lanceoladas;
Chifrão: é o tipo ideal de muda, com 60 a 150 cm de altura, já apresentando uma mistura de folhas lanceoladas com folhas características de planta adulta;
Rizoma de planta adulta: são mudas com rizomas bem desenvolvidos, em fase de diferenciação floral, e que apresentam folhas largas, porém ainda jovens;
Pedaço de rizoma: tipo de muda oriundo de frações de rizoma com, no mínimo, uma gema bem intumescida e peso de 800 g;
Rizoma com filho aderido: muda de grande peso e que, devido ao filho aderido, exige cuidado em seu manuseio, de forma a evitar danos ao mesmo;
Guarda-chuva: mudas pequenas, rizomas diminutos, mas com folhas típicas de plantas adultas. Devem ser evitadas, pois além de possuírem pouca reserva, aumentam a duração do ciclo vegetativo.
Foto: Janay Almeida dos Santos-Serejo.
Figura 1. Principais tipos de mudas de bananeira. a) muda micropropagada, b) chifrão, c) chifre, d) chifrinho, e) rizoma de planta adulta, f) rizoma com filho, g) pedaço de rizoma, h) guarda-chuva.
 
Método Micropropagação
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A micropropagação ou propagação “in vitro” é uma técnica de produção de mudas realizada em laboratório, que consiste no cultivo de segmentos muito pequenos de plantas, os chamados explantes. O crescimento e multiplicação do material são realizados em meio artificial e sob condições de luminosidade, temperatura e fotoperíodo controlados.
Atualmente, o método mais empregado para a produção de mudas “in vitro” é a partir dos meristemas apicais retirados de mudas tipo chifrinho. O meristema apical e parte do próprio rizoma dessas mudas são levados para o laboratório, onde passam por diversas etapas de crescimento e multiplicação até a obtenção das mudas, que são, depois, aclimatadas, transferidas para um substrato especial e comercializadas.
As mudas obtidas por este processo são geneticamente idênticas às plantas que as originaram, são uniformes, facilitando, assim, os tratos culturais e a colheita. São, ainda, mais produtivas e evitam a disseminação de pragas e doenças. Uma outra vantagem da micropagação é que este processo permite a obtenção de milhares de mudas a partir de uma planta matriz selecionada – Fig. 2.
Foto: Moreira (1999).
Fig. 2. Muda de bananeira micropropagada.
 
Considerações sobre os diferentes tipos de mudas
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As mudas tipo pedaço de rizoma, chifrinho, chifre, chifrão, guarda-chuva e micropropagadas são normalmente utilizadas na formação de novas plantações.
A muda guarda-chuva deve ser descartada, pois seu vigor é fraco e o cacho produzido por ela é menor do que o cacho normal para a variedade em questão. Ela, que se enquadra como muda tipo rizoma inteiro, é um material que só deve ser utilizado na ausência de material propagativo de melhor qualidade.
A muda pau de lenha também pode ser usada nos programas de substituição de cultivares, sem destruição do bananal velho, mas sob o ponto de vista técnico não é recomendável.
A muda tipo pau de lenha, que já foi muito utilizada nos plantios de bananeiras em pequenas chácaras e em fundo de quintal, apresenta alguns fatores que limitam o seu uso na formação de novos bananais, tais como:
Os custos de aquisição e de transporte são altos;
A limpeza e o tratamento fitossanitário (controle do moleque-da-bananeira e nematóides) da muda são mais difíceis e demorados;
O transporte para o local de plantio é de menor rendimento, assim como a mão-de-obra de plantio, se comparados com os demais tipos de muda.

Entretanto, na renovação de plantios velhos, utilizando este tipo de muda do próprio bananal, os produtores têm a seu favor as seguintes vantagens:
Nessas mudas, o número de falhas é praticamente zero;
Há um rápido enfolhamento na planta, que, com isto, sombreia o solo, reduzindo, dessa maneira, as capinas;
Por vezes, se muito bem cuidada, ela ainda produz precocemente um pequeno cacho que, dependendo da época em que estiver sendo colhido, pode alcançar um bom valor comercial.

Entretanto, o procedimento mais recomendado para esse tipo de muda é que ao se selecionar o “filho” que irá dar início à “família”, toda a parte aérea (folhas e a inflorescência, se já houver) seja eliminada ao nível da roseta foliar.
A maior vantagem do plantio desse tipo de muda é o fato de que a produção do seu “filho” é mais precoce e quase sempre produz excelente cacho.
A muda tipo rizoma inteiro de bananeira que já tenha produzido e que mantenha um rebento bem definido, com 10 a 20 cm junto a ela, é bem precoce. Esta vantagem é parcialmente anulada, pelo fato de dela apresentar o inconveniente de não ser possível fazer a limpeza correta do rizoma, devido ao broto do filho aderido ao rizoma da planta-mãe. Dessa forma, o controle dos nematóides e da broca-do-rizoma da bananeira é prejudicado. Entretanto, este tipo de muda é recomendado, se for produzida em viveiro, onde haja controle dessas pragas.
Já mudas micropropagadas plantadas diretamente da bandeja apresentam grande rendimento de serviço e rápido desenvolvimento inicial, mas exigem muitos cuidados. Convém lembrar sempre que este tipo de muda pode ser atacada por insetos cortadores e ainda contaminada por insetos transmissores de viroses. Se elas foram plantadas inicialmente em sacos de polietileno, o rendimento do seu plantio é menor, porém raramente precisam ser replantadas.
Plantio
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A operação de plantio é um marco importante no sistema de produção da bananeira, haja vista que o sucesso do cultivo dependerá muito da correta decisão de muitas ações que antecedem o plantio propriamente dito. Entre essas ações, pode-se destacar: a escolha e o preparo da área; a drenagem, quando necessária; a calagem; a adubação de fundação; a escolha da cultivar; o tamanho dos talhões e a disposição dos carreadores; a época de plantio; o tipo de muda; o espaçamento e densidade; o tipo de cova.
A escolha da área
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Deve-se dar preferência às áreas que não ofereçam limitações para a cultura, como aquelas com problemas de drenagem, solos rasos e áreas muito declivosas (acima de 30% de declividade).
Preparo do solo
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Em áreas novas, com a presença da mata nativa, deve-se proceder à limpeza com trator de esteira apropriado para esta finalidade, evitando-se remover a camada superficial do solo, rica em material orgânico. Nas áreas já cultivadas e mesmo naquelas recém-desbravadas, é recomendável que se faça a subsolagem antes da aração. Nesta operação, pode-se utilizar uma barra com dois subsoladores, distanciados entre si de 100 a 120 cm, de modo que eles consigam atingir 50 a 60 cm de profundidade. Esta prática agrícola se torna mais importante ainda, por ocasião da reforma do bananal. Esta operação produz um grande arejamento no solo, que facilita muito o desenvolvimento das raízes e também, aumenta a capacidade de retenção de água no solo. As raízes da bananeira por si só não têm capacidade de romper camadas adensadas no perfil de solo explorado.
Após a subsolagem, procede-se ao nivelamento e destorroamento com um gradão ou Grade “V”. Após essa operação, procede-se à aração, que é feita com arado de discos, em profundidade de 30 a 40 cm. Com isto, se consegue melhorar o arejamento superficial do solo, a incorporação da matéria orgânica e das ervas-daninhas em geral, a uma boa profundidade, além de misturar as camadas de terra profunda, com os corretivos de solo aplicados em cobertura.
Calagem e adubação de fundação
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O planejamento e a execução da calagem e da adubação de fundação são satisfatoriamente realizados quando precedidos do tempo necessário da coleta e dos resultados da análise química e de fertilidade do solo. (consultar capítulo sobre nutrição, calagem e adubação da bananeira).
Época de plantio
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Na região do Submédio São Francisco, o plantio pode ser realizado em qualquer época do ano, devido às condições de clima e manejo, não há limitações de temperatura e umidade do solo para o desenvolvimento da bananeira. Entretanto, devido ao risco de tombamento causado por ventos, as plantações cujo plantio seja realizado entre os meses de junho e novembro, estarão livres do tombamento no primeiro ano.
Formação dos talhões e carreadores
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O planejamento e locação dos talhões e carreadores são importantes para facilitar as atividades de manejo do bananal e da colheita. Entre as principais atividades facilitadas pelo bom planejamento da disposição do bananal estão a aplicação de defensivos, adubação e saída dos cachos. Os talhões podem ser dimensionados com as seguintes medidas: 50 m de largura e 200 m de comprimento. Os carreadores podem ser de 8 m de largura, formando vias de acesso no sentido do maior e menor comprimento do talhão.
Espaçamento e densidade de plantio
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Os espaçamentos utilizados para o cultivo da banana estão relacionados com o clima, o porte da variedade, as condições de luminosidade, a fertilidade do solo, a topografia do terreno e o nível tecnológico dos cultivos. Para as condições do Submédio São Francisco, são recomendados os seguintes espaçamentos em função da cultivar:
Prata Anã - Densidades de 1333 a 1666 plantas por hectare, sendo indicados os seguintes espaçamentos: fileira dupla de 4,0m x 2,0m x 2,5m e 4,0m x 2,0m x 2,0m.
Pacovan - Densidades de 1111 a 1333 plantas por hectare, sendo indicados os seguintes espaçamentos: flileira dupla de 5,0m x 2,0m x 2,5m e 4,0m x 2,0m x 2,5m e fileira simples de 4,0 x 2,5 m e 5,0 x 2,5 m.
Subgrupo cavendish (banana d'água, casca verde, nanica) – Densidades de 1667 e 1860 plantas por hectare: espaçamentos de 3,0 x 2,0 m e fileira dupla de 3,76 x 1,0 x 2,26 m – sendo 3,76 m entre ruas, 1,0 m entre fileiras duplas e 2,26 m entre plantas na fileira.
Coveamento e plantio
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Em áreas não mecanizáveis, as covas são abertas manualmente, com cavador e/ou enxadas, nas dimensões de 40 cm x 40 cm x 40 cm. É muito importante que as mudas ou rizomas sejam selecionados por tamanho ou peso à medida que são plantados, de forma que após o pegamento e crescimento das mesmas, haja menor competição entre elas e facilitação dos tratos culturais. (verificar os tipos de mudas recomendadas no item mudas).
Nas áreas mecanizáveis, o coveamento pode ser substituído pelo sulcamento com equipamentos que garantam a profundidade desejada para o plantio.
È importante observar, no ato do plantio, a profundidade de colocação da muda. Deve-se buscar sempre fazer plantio da muda entre 20 e 30 cm abaixo do nível do solo. À medida que a planta se desenvolve, normalmente, ocorre o afloramento do rizoma; por isso, é importante retardar a tendência natural do afloramento do rizoma plantando a muda na profundidade citada.
Mudas micropropagadas devem ser aclimatadas antes do plantio por um período de 45 a 60 dias, por meio da exposição gradativa a luz solar direta. Esse tipo de muda exige um cuidado especial também com relação à profundidade de plantio. Neste caso, o plantio também deve ser mais profundo (o colo da planta deve ficar 15 cm abaixo do nível do solo), tomando-se o cuidado de chegar o solo no pseudocaule à medida que a planta cresce. No momento do plantio, os sacos plásticos que envolvem as mudas, devem ser cuidadosamente retirados para não danificar as raízes. Em seguida, as mesmas são colocadas na cova e adiciona-se terra misturada com adubo orgânico e fertilizante fosfatado, fechando-se a cova no final do processo. Algumas etapas do plantio são ilustradas nas Fig. 3 a 6.
Foto: Moreira (1999).
Fig. 3. Plantio e posicionamento de muda tipo pedaço de rizoma utilizada no plantio de bananeira.
 
Foto: Moreira (1999).
Fig. 4. Plantio e posicionamento de muda micropropagada utilizada no plantio de bananeira.
 
Foto: Moreira (1999).
Fig. 5. Plantio de muda tipo chifrão utilizada no plantio de bananeira.
 
Foto: Moreira (1999).
Fig. 6. Plantio da muda de rizoma de planta adulta utilizada no plantio de bananeira.



POSTADO POR ALMIR CARDOSO
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

TIPOS DE SOLO

SOLO
você sabe que
a argila é um tipo de barro que pode ser modelado?

A argila ,devido aos diferentes elementos que a compõe , podem ser enccontrada em várias cores:CINZA, VERMELHO,MARROM E BRANCA.
ela foi muito usada pelos povos primitivos, que modelavam vasos, panelas e recipiente para guardar água e alimentos.
COMPOSIÇÃO DO SOLO

A argila , a areia e o humo são elementos que compõe o solo.
os grãos de areia são maiores e mais soltos que as partículas que constituem a argila. o humo é a parte orgânica do solo , resultado da decomposição de restos de animais e vegetais mortos ele torna o solo fértil, proporcionando o desenvolvimento das plantas.
o solo demora muito p
ara se formar pois as rochas vão se partindo em pedos cada vez menores, devido á ação dos ventos, chuva do frio e do calor. Esses pedacinhos vão se misturando com o humo .Assim , a superficie terrestre está sempre está sempre se modificando.
De baixo do solo está o subsolo que é uma camada por rochas.
TIPOS DE SOLO

SOLO ARENOSO:cotém mais areia do que os outros tipos de solos .ele é muito seco por quê a areia , por ser permeável deixa passar com facilidade a água das chuvas á água das chuvas.
a areia é utilizada na fabricação de vidros, massa para construção ou concreto.

solo arenoso

SOLO ARGILOSO: contém uma quantidade grande de argila (BARRO). é uma terra úmida e macia que retem a água com facilidade .
os solos argilosos não são bons para agricultura , embora seja propicio para o cultivo do café.
a argila é muit
o ultilisada para fazer objetos de arte.
solo argiloso

SOLO CALCÁRIO: rico em carbonato de cálcio , que é um importante nutriente para plantas e animais . É um solo comum no brasil.
O calcário é u
ltilizado na fabricação de cimento, cal , e giz de lousa.
solo calcário

SOLO HUMOSO OU HUMÍFERO:comtém a maior quantidade de humús , ou seja restos de vegetais e animais mortos. tem um aspecto escuro e é rico em sais minerais . retém bastante água por ter areia , argila calcário e o humús em quantidades equilibradas .
O solo húmifero é muito fértil , o que permite o que permite o cultivo de diferentes ele é u
sado como adubo em solos desgatados e desprtotegidos.

solo humoso


lençol de água subterrâneo ou lençol de água




a água das chuvas vai penetrando nos solos permeaveis (arenosos) até encontrar uma camada de solo impermeavel (rochas).

então, como a água não consegue , vai se acumulando e formando um lençol de água quando o lençol de água .encontra uma saída no terreno forma-se uma fonte ou nascente de rio .



Postado por Almir Cardoso

Agricultura

A agricultura e a biotecnologia se aliaram para tornar o cultivo de plantas mais eficiente. Pragas, doenças e problemas climáticos, por exemplo, sempre foram obstáculos à produção de alimentos. Porém, a engenharia genética permitiu a criação de tecnologias que reduzem as perdas e aumentam a produtividade das lavouras.
Esta associação já permitiu o desenvolvimento de espécies vegetais resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas. As variedades geneticamente modificadas (GM) ou transgênicas proporcionam melhoria das práticas de cultivo e incremento na quantidade e na qualidade dos produtos agrícolas, reforçando a renda dos produtores e favorecendo o crescimento econômico.
No caso das plantas transgênicas tolerantes a herbicidas ou resistentes a insetos, a vantagem é a facilitação do manejo de plantas e insetos invasores, o que resulta na redução da quantidade de aplicações de defensivos químicos. Já existem vegetais que apresentam estas duas características reunidas e que representam uma alternativa eficiente para os agricultores. Além das vantagens agronômicas, essas variedades favorecem a preservação da biodiversidade e diminuem a necessidade de ampliação da área plantada, com diminuição nas perdas no campo.
Cientistas de todo o mundo trabalham também no desenvolvimento de plantas com características complexas modificadas, cuja expressão envolve vários genes, a exemplo da tolerância ao estresse hídrico (seca). O futuro também aponta para a criação de vegetais transgênicos, que contenham propriedades nutricionais melhoradas ou que produzam medicamentos.
Alimentação
Estima-se que quase 100% dos de todos os alimentos processados contenham pelo menos um ingrediente derivado de soja ou milho, duas das culturas para quais foram desenvolvidas mais variedades transgênicas. Segundo o relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), em 2011 foram plantados 160 milhões de hectares com OGMs. Desse total, 79% são cultivos de soja e milho transgênicos. No Brasil, que ocupa o segundo lugar em área plantada com sementes provenientes da biotecnologia, com 30,3 milhões de hectares, a taxa de adoção da soja e milho GM é de 82,7% e 64,9% respectivamente.
Há mais de 25 anos, bactérias, leveduras e fungos GM atuam diretamente nos processos de fermentação, preservação e formação de sabor e aromas de muitas bebidas e alimentos do dia-a-dia, a exemplo de queijos, carnes embutidas, picles, pães, massas, cerveja, vinho, sucos e adoçantes.
À medida que os cientistas fazem novas descobertas, outras características e variedades estão sendo incluídas na lista de alimentos transgênicos. O Brasil, por exemplo, se destaca no cenário internacional por ter aprovado a primeira variedade GM de feijão do mundo, desenvolvida inteiramente em uma instituição pública de pesquisa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Esse feijão é resistente ao vírus do mosaico dourado, causador de uma doença que prejudica seriamente a produtividade das plantações dessa leguminosa.
Ao redor do mundo, há pesquisas com arroz, banana, beterraba, cana-de-açúcar, laranja, mamão, mandioca e muitas outras plantas. O objetivo é expressar nessas espécies as mais diferentes características a exemplo de outras resistências a insetos, fungos e vírus, tolerância a outros princípios ativos e à seca, além de melhorias em suas composições nutricionais.
Transgênicos
Todo alimento geneticamente modificado só é liberado para consumo depois de passar por uma série de testes que avaliam sua segurança para o meio ambiente e para a saúde humana e animal.
Diversas organizações internacionais de renome apoiam a biotecnologia e os produtos derivados do uso dessa técnica. Entre elas estão a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Academia de Ciências do Vaticano, a Agência de Biotecnologia da Austrália e a Agência de Controle de Alimentos do Canadá.
No Brasil, a Lei de Biossegurança (Lei no 11.105/05) exige que qualquer organismo geneticamente modificado passe pela avaliação criteriosa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, a CTNBio.
Cientistas de instituições de pesquisa nacionais e internacionais já divulgaram relatórios técnicos apoiando a adoção de plantas transgênicas na agricultura como uma forma de contribuir para o aumento sustentável da produção de alimentos. Esses pareceres científicos separam o que é mito ideológico do que é verdade científica. 
Fonte http://cib.org.br/biotecnologia/agricultura/        Postado por Elvys Cabral

terça-feira, 17 de setembro de 2013

OBSERVAÇÕES SOBRE REGULAGENS DE PULVERIZADORES


               PULVERIZADORES DE BARRAS COM O USO DO VASO CALIBRADOR

            Antes da regulagem observar:
  • Filtro de sucção - limpeza
  • Mangueiras - se não estão furadas ou dobradas
  • Regulador de pressão - componentes: sede de válvula, válvula e mola, se não estão gastas ou presas por impurezas.
  • Bomba - se não há vazamentos,se está lubrificada (nível de óleo ou graxa)
  • Bicos -   se são do mesmo tipo, se não estão gastos, se não diferem em mais de 10% de vazão e se os filtros estão limpos.
            UMA VEZ VERIFICADO TODOS ESTES ITENS, INICIA-SE A CALIBRAÇÃO DO PULVERIZADOR
            Método de Calibração:
  • Marque 50 metros no terreno a ser tratado
  • Abasteça o pulverizador
  • Escolha a marcha de trabalho
  • Ligue a tomada de força
  • Acelere o motor até a rotação correspondente a 540 rpm na tomada de força
  • Inicie o movimento do trator no mínimo 5 metros antes do ponto marcado
          
  • Anote o tempo gasto para percorrer os metros 
  • Em terrenos com topografia irregular repita a operação várias vezes e tire a média
  • Com o trator parado,na aceleração utilizada para percorrer os 50 metros, abra os bicos e regule a pressão de acordo com a recomendada para os diferentes tipos de bicos:
  • Bicos cone - de 75 a 200 lbf/pol2
  • Bicos leque - de 30 a 60  lbf/pol2
  • Colete o volume do bico no tempo igual ao gasto para percorrer os 50 metros, efetuando a leitura na coluna correspondente ao espaçamento entre bicos.
            Obs. Observe que de acordo com os espaços entre bicos,o volume por área é diferente:
            Exemplo - Obtendo um volume de 300 ml, como os bicos espaçados  0,50 m, o volume de pulverização é de 120 l/ha; já para o espaçamento de 0,40 m entre bicos esse volume é de 150 l/ha                                               
  • Repita essa operação em diversos bicos para obter uma média do volume
  • A média obtida nas leituras é o volume de pulverização para a marcha e a pressão já determinadas.
          Obs: lº - Se o volume obtido for abaixo do desejado, aumenta a pressão, diminua a velocidade  ( mantenha 540 rpm na TDF) ou troque os bicos por um de maior vazão
                  2º - Se o volume obtido  for acima do desejado, diminua a pressão, aumenta a velocidade  (mantenha 540 rpm na TDF) ou troque os bicos por outros de menor vazão .

            ATENÇÃO - Para aumentar ou diminuir a velocidade, troque a marcha não alterando a aceleração.    

            REGULAGEM DO ATOMIZADOR ( CANHÃO DE AR )

            Verifique antes de iniciar a regulagem
  • Se as correias estão esticadas na tensão correta
  • Se os filtros em linha estão limpos
  • Se não há entrada de ar na bomba
  • Se os dosadores da turbina estão desobstruídos 
            Como efetuar a calibração:
  • Marque 50 metros na área que vai ser pulverizada
  • Encha o tanque completamente
  • Escolha a marca de trabalho
  • Ligue a tomada de força
  • Acelere o motor até a rotação correspondente a 540 rpm na tomada de força
  • Inicie o movimento do trator no mínimo 5 metros antes do ponto marcado
  • Pulverize nos 50 metros marcados
meça ao mesmo tempo a faixa de aplicação (f)

  • Complete o tanque e meça o volume gasto(vol) em litros. Para medidas precisas,o pulverizador deve estar na mesma posição antes e depois da operação.
  • Repita essa operação várias vezes e tire a média
 Obs: Quando a topografia for irregular, marque os 50 metros,e repita todas as operações seguintes em vários locais.
  • Calcule o volume de pulverização em l/ha através da formula : 
   Q= vol x 10.000
          A
            Q =  Volume de pulverização em l/ha
            Vol=Volume gasto em litros
            A=   Área pulverizada - 50 m  x   faixa determinada (f) = m2
            Obs: Caso o volume não seja o desejado, aumente ou diminua a vazão através da válvula reguladora, ou aumente ou diminua a velocidade.
            ATENÇÃO: Para aumentar ou diminuir a velocidade troque a marcha não alterando a aceleração.

            REGULAGEM DO TURBO ATOMIZADOR
            
            Verifique antes de iniciar a regulagem
  • Se o filtro de sucção está limpo
  • Se as mangueiras não estão furadas ou dobradas
  • Se os componentes do regulador de pressão (sede de válvula, válvula e mola) não estão gastas ou presas por eventuais sujeiras
  • Se a bomba está lubrificada ( nível de óleo ou graxa) e se não apresenta vazamentos
  • Se os bicos são do mesmo tipo e não estão danificados ou desgastados
            Como efetuar a calibração
  • Marque 100 covas
  • Abasteça completamente o pulverizador
  • Escolha a marcha de trabalho
  • Ligue a tomada de força
  • Acelere o motor até a rotação correspondente a 540 rpm na tomada de força
  • Inicie o movimento do trator no mínimo 5 covas antes do ponto marcado
  
  • Pulverize nas 100 covas marcadas
  • Complete o tanque e meça o volume gasto(vol) em litros.Para medidas precisas, o pulverizador deve estar na mesma posição antes e depois da operação .
  • Repita essa operação várias vezes e tire a media 
            Obs: Quando a topografia for irregular, marque as 100 covas e repita todas as operações seguintes em vários locais.
  • Calcule o volume de pulverização em l/1000 covas, através da fórmula: Q= vol x 10
            Q = Volume de pulverização em l/1000 covas
            Vol = Volume gasto em litros
            Obs: Se o volume de pulverização for abaixo do desejado, aumente a pressão, diminua a velocidade ou troque os bicos por um de maior vazão.
  • Se o volume de pulverização for acima do desejado, diminua a pressão, aumente a velocidade ou troque os bicos por um de menor vazão.
            ATENÇÃO - Para aumentar ou diminuir a velocidade troque a marcha não alterando a aceleração


REGULAGEM DO PULVERIZADOR COSTAL MANUAL

            Antes de iniciar a regulagem certifique-se de que:
  • Os êmbolos não estão danificados ou ressecados
  • As válvulas não estão gastas ou presas no corpo
  • A agulha do gatilho não esteja com a s suas vedações gastas
  • O bico é o indicado para a aplicação
            Como efetuar a  calibração
  • Marque uma área de 100 m2 ( quadrado de 10 m X 10 m )
  • Encha o tanque e pulverize a área
            Obs: é necessário que o operador mantenha um ritmo constante de bombeamento e passo.
  • Complete o tanque e meça o volume (vol) gasto em litros. Para medidas precisas o pulverizador deve estar exatamente na mesma posição antes e depois da operação.
  • Calcule o volume de pulverização em l/ha pela fórmula:Q = Vol x 100
            Q = volume de pulverização em l/ha
            Vol= volume gasto em litros
            Obs: Caso o volume de pulverização encontrado não seja o desejado , substitua o bico por um de menor ou maior vazão.


REGULAGEM DO PULVERIZADOR COSTAL MOTORIZADO

            Antes de iniciar a regulagem,certifique-se de que:
  • A mistura de gasolina + óleo está na proporção correta ( 25:1)
  • O motor está trabalhando a contento, para não causar prejuízos durante a pulverização
  • As mangueiras do tanque ao bocal apresentem-se livres de sujeiras
  • O filtro do bocal esteja limpo
  • O dosador esteja colocado corretamente no bocal
            Como efetuar a calibração
  • Marque 50 m na área que vai ser pulverizada
  • Encha o tanque completamente e pulverize nos 50 m
  • Meça ao mesmo tempo a faixa de aplicação
  • Complete o tanque e meça o volume gasto(vol) em litros. Para medidas precisas, o pulverizador deve estar na mesma posição antes e depois da operação
  • Calcule o volume de pulverização em l/ha através da fórmula:
    Q = Vol x 10.000
        A
            Q =   Volume de pulverização em l/ha
            Vol = Volume gasto em litros
            A =    Área pulverizada - 50 m X faixa determinada (f) = m2
            10.000 = l hectare ( 10.000 m2)
            Obs: Caso o volume de pulverização encontrado não seja o desejado, substitua a célula dosadora de vazão por uma de menor ou maior vazão.
  • Para a regulagem ou em trabalho o acelerador deverá estar no máximo (o motor girará à 7500 rpm). Fonte : www.agrobyte.com  postado por : Elvys Cabral

domingo, 15 de setembro de 2013

Pragas do Café

Dentro do conceito de cafeicultura racional o controle às pragas do cafeeiro ocupa lugar de destaque. O cafeeiro é atacado por muitas pragas, que, se não combatidas devidamente, ocasionam grandes prejuízos e em muitos casos limitando a produção.
O grau da importância das pragas apresentadas nesta página varia com as diferentes regiões cafeeiras do país sendo que o Bicho Mineiro, a Broca e Cochonilhas são problemas destacados, praticamente em todas as regiões onde se cultiva o café; os Nematóides,  principalmente o M. incógnita, são problemas seríssimos no Paraná e São Paulo; o M. exigua ocorre em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará; ataques de ácaro vermelho e bicho mineiro tem se intensificado com a utilização de fungicidas cúpricos, para o controle da ferrugem do cafeeiro.Tem se notado o aparecimento de outras pragas atacando o café, como diversas espécies de lagartas, provavelmente devido ao desequilíbrio biológico, causado pela grande utilização de produtos químicos. Sabe-se das muitas possibilidades e vantagens do controle biológico, mas ainda não se dispõe de informações suficientes para sua aplicação prática. São dotados, entretanto, nas recomendações de controle químico, cuidados para a preservação ao máximo dos inimigos naturais.
Deste modo, o controle às pragas deve ser feito quando o seu nível populacional vai atingir o nível de dano econômico, encaixando-se dentro do sistema de "Manejo de Pragas".
Sistemas de manejo de pragas visam desenvolvimento de uma estratégia global de ação, que lança mão de um elenco de táticas de controle, tais como vários métodos : químicos, biológicos, culturais, uso de variedades resistentes ou de metas de interferências nos processos fisiológicos e ecológicos dos insetos. Estas táticas são selecionadas e integradas em programas harmônicos que tiram a máxima vantagem das características das plantas e dos fatores naturais de mortalidade.

BICHO MINEIRO Perileucoptera coffeella )

Praga de origem africana, constatada no Brasil a partir de 1851, quando aqui entrou, provavelmente através de mudas de café, provenientes as Antilhas e da ilha de Bourbon. Atualmente encontra-se disseminada por todas as regiões cafeeiras do país. É encontrada também em muitos outros paises das Américas e da África, sendo talvez a praga cafeeira de maior disseminação no globo. É uma praga monófaga, atacando somente o cafeeiro.
O Bicho Mineiro na fase adulta é uma mariposa de cerca de 6,5 mm de envergadura e 2,2 mm de comprimento, de coloração geral branco-prateado. As extremidades das asas anteriores apresentam faixas amarelas orladas de preto e uma mancha ocelar também preta.
Durante o dia as mariposas escondem-se na folhagem, instalando-se na página inferior das folhas do cafeeiro, ou de outros vegetais. A tarde ou ao anoitecer deixam o abrigo e iniciam a postura, na página superior das folhas do cafeeiro.
A lagarta ao nascer passa diretamente do ovo para o interior da folha, alimentando-se então do tecido existente entre as duas epidermes e deixando um vazio na área em que se nutriu.
As regiões destruídas vão secando e a área atacada vai aumentando com o próprio desenvolvimento da lagarta. Esta lesão é caracteristicamente denominada "mina", e pode ser reconhecida pela facilidade em levantar-se sua película superior, observando-se desta forma as lagartas e o espaço vazio deixado por elas.
É normal encontrar-se várias lagartas numa mesma mina devido a coalescência de lesões. 
A lagarta desenvolvida mede 4 a 5 mm de comprimento e 0,75 mm de maior largura. Possui corpo achatado, levemente amarelado e transparente; sai para o exterior por uma fenda em forma de semi-circulo, que a lagarta faz na epiderme superior,e, em seguida, se encrisalida na parte inferior desta mesma folha ou em outras mais próximas do solo, e, neste caso, a elas chegam pendurando-se por um fio de seda produzidos por ela.
Esta fase de desenvolvimento do inseto (pupa ou crisálida) pode ocorrer também em folhas de outros vegetais, no solo, em detritos ou folhas secas. É facilmente reconhecida pela presença de um casulo em forma de X, feito pela lagarta, com fios de seda brancos, para proteção da pupa.
Os adultos surgem após o período pupal e tem longevidade média de 15 dias embora possam viver mais de um mês. O ciclo evolutivo varia, de acordo com a temperatura, de 19 a 87 dias.
O período de eclosão vai de 5 a 21 dias. Cada mariposa põe em média 36 ovos, no máximo 90 e no mínimo 3, podendo o período de ovoposição chegar até 25 dias. A postura média por noite é de 7 ovos, colocados isoladamente um do outro. O período larval varia de 9 a 40 dias e o período pupal de 5 a 26 dias. No campo, quando as condições são favoráveis, chega a ocorrer 7 ou mais gerações por ano.
Os danos causados ao cafeeiro verificam-se pela diminuição da área foliar fotossintética (ativa), e principalmente pela queda de folha. O reflexo na produção é patente e normalmente se caracteriza na próxima safra.
Dados sobre experiências realizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, revelaram uma redução de 37%, 53% e até 80% de capacidade produtiva do cafeeiro, respectivamente.
Os prejuízos causados pelo Bicho Mineiro variam principalmente pela intensidade, duração do ataque e época de ocorrência


BROCA ( Hypothenemus hampei )

Originária da África, onde foi referida como praga em 1901 no Congo, a broca do café atingiu o estado de São Paulo, por volta de 1913, em sementes importadas da África e de Java. Somente a partir de 1924 foram sentidos os prejuízos causados pela praga, constando-se então a sua gravidade. De São Paulo, a broca do café espalhou-se por todas as regiões cafeeiras do pais.
O inseto, na sua forma adulta, é um pequeno besouro de coloração escura e brilhante, tendo o corpo cilíndrico, robusto, recurvado para a região posterior, com o primeiro seguimento do tórax bem desenvolvido e recobrindo a cabeça.
O corpo é revestido de escamas e cerdas e com os élitros sulcados longitudinalmente. A fêmea possui aproximadamente 1,65 mm de comprimento por 0,73 mm de largura. O macho é um pouco menor, tem as asas rudimentares, não voando, vivendo no fruto onde se origina.
Cada macho copula com 10 fêmeas ou mais, dentro do fruto. A razão sexual é de 1 macho para 9,75 fêmeas.
A fêmea fecundada perfura o fruto na região da cicatriz floral ou coroa, fazendo uma galeria através da polpa, ganhando o interior de uma das sementes. A larga, então, a galeria, transformando-a em uma pequena câmara onde realiza a postura. A fecundidade média das fêmeas é de 74 ovos (31 a 119 ovos) e a longevidade média, de 156 dias (81 a 282 dias).
A fêmea coloca 2 ovos por dia e o numero de ovos por câmara dificilmente ultrapassa a 20.
O período médio de incubação dos ovos é de 7,6 dias (4 a 16 dias).
O período larval é de 13,8 dias em média (9 a 20 dias) e o período pupal de 6,3 dias em média (4 a 10 dias). O número de gerações, em nossas condições, pode chegar até a 7 por ano, sendo que 4 a 5 evoluem no período de novembro-dezembro a julho-agosto.
O ciclo evolutivo médio da praga é de 27,7 dias (17 a 46 dias).
A broca ataca o café nos vários estágios de desenvolvimento : frutos verdes, maduros e secos. Frutos chumbinhos não são os preferidos, mas também são atacados. Neste estágio a praga faz uma galeria rasa, ficando com a parte posterior do corpo para fora.
Ocorre quedas de frutos, mas via de regra não ovopositam por estarem nos frutos muito aquosos. O ataque se acentua na fase de granação e maturação.
Após a fêmea penetrar no fruto e fazer galerias com a respectiva câmara de postura, surgem as larvas que vão destruir total ou parcialmente a semente. Altas infestações diminuem a porcentagem de grãos perfeitos e aumentam a de grãos perfurados, de escolha e de grãos quebrados, determinando, em conseqüência, uma sensível perda de peso além do mal aspecto e sabor. Normalmente um lote de café coco com 85% de infestação de broca, apresenta uma perda de peso, após o beneficiamento, de aproximadamente 20%. Evidentemente infestações menores acarretam proporcionalmente menores redução de peso.
Outro prejuízo atribuído a broca é aquele referente a queda de frutos. Durante o desenvolvimento dos frutos observou-se que a broca foi responsável pela queda de 46% dos frutos em um cafezal com 61% de infestação no final da safra, e a proporção da queda entre frutos broqueados e frutos sadios foi de 4,6 : 1 para aquela infestação, verificando-se uma proporção de 3 por 1 entre frutos broqueados que caíram e frutos broqueados que permaneceram.
A inferiorização do tipo é também um dos prejuízo, pois a cada 5 (cinco) grãos perfurados atribui-se um defeito. Um lote de café pode passar do tipo 2 ou 3 para o tipo 7 ou 8, devido exclusivamente ao ataque da praga. Observa-se, portanto, que além de se ter menor quantidade de café devida a redução do peso e à queda de frutos, consegue-se menor preço pelo produto devido à perda da qualidade.


COCHONILHAS

Cochonilha Verde (Coccus viridis)
A cochonilha verde é um inseto oval, achatado, tendo 2 a 3 mm de comprimento. É encontrada normalmente em ramos e folhas novas, ao longo da nervura principal. Após sua fixação, o inseto perfura as folhas com seu aparelho bucal e inicia a sucção da seiva. O seu período de postura é de 50 dias e cada fêmea é capaz de colocar 150 ovos, neste período. Reprodução sexuada ou partenogênica.
Cochonilha Branca ( Planococcus citri )
A cochonilha branca possui de 3 a 5 mm de comprimento. Caracteriza-se por apresentar, lateralmente, 17 apêndices de cada lado, de coloração branca pulverulenta e outros dois apêndices terminais maiores que os laterais.
Localizam-se nos ramos mais novos, folhas, botões florais e preferencialmente frutos, desde os estágios chumbinho à maduro, instalando-se na base dos mesmos e nos pedúnculos. O ataque na lavoura é facilmente reconhecido face à secreção de uma substância lanuginosa, de cor branca, que serve para proteger os ovos junto ao corpo do inseto. As formas jovens possuem coloração rosada e as adultas castanha amarelada.
Sua capacidade de ovoposição é cerca de 400 ovos e seu ciclo evolutivo completo é de 25 dias em média. Reprodução sexuada. 
Cochonilha da raiz ( Dysmicoccus cryptos )
Muito semelhante à cochonilha branca, a cochonilha da raiz do cafeeiro na fase adulta mede de 2,5 a 3 mm de comprimento por 1,5 a 2 mm de largura . Sob a cerosidade branca que a envolve, apresenta uma coloração rosada ou ainda cinza esverdeada.
Esta espécie excreta um líquido açucarado, que condiciona o desenvolvimento de um fungo do gênero Bornetina, formando assim uma cripta sobre a colônia. A sucessão de criptas, também chamadas pipocas, se apresenta com aspecto de nodosidade das raízes, e servem para alojar o inseto.
Segundo os dados de Nakano (1972), o inseto pode dar até 5 gerações anuais. Em um período de 52 dias cada indivíduo pode dar origem a outros 253. Reprodução partenogenética.
Cochonilha de placa ( Orthezia praelonga )
A cochonilha de placa foi encontrada atacando cafeeiros arábica no norte do Paraná (1979/80) e cafeeiros robusta no Espírito Santo (1983). Esta é conhecida por apresentar placas ou lâminas cérias, simetricamente disposta sobre o corpo, constituindo, na parte posterior um saco cério calcáreo, semelhante a uma cauda, com o nome de ovissaco (4,5 mm).
Corpo com 2 mm de comprimento e largura máxima de 2 mm. Ataca ramos, folhas e até frutos. Até o momento, apresenta importância reduzida em café, devido a baixa freqüência de ocorrência; entretanto é uma das pragas mais sérias de citrus.
Os danos causados por estes insetos manifestam diretamente pela sucção contínua da seiva, contribuindo para o depauperamento da planta, chegando até ao seu extermínio, conforme a gravidade do ataque.
O definhamento da planta, manifesta-se através do amarelecimento, queda de folhas, de frutos, chochamento de frutos e seca de ponteiros. Naturalmente que estes sintomas vão aparecer com maior ou menor intensidade, dependendo da capacidade de resistência de sugar a seiva e da intensidade do ataque. Estes insetos segregam um líquido açucarado, que cai sobre as folhas e serve como meio de cultura ao fundo chamado fumagina, que reveste a folhagem de uma camada preta prejudicando a fotossíntese e a respiração da planta.
As picadas sucessivas nas plantas podem favorecer também a penetração de microorganismos, causadores de doenças. A presença de formigas é uma constante nas áreas atacadas.
A cochonilha verde ocorre com maior freqüência no período chuvoso, nos meses de novembro a janeiro. Quanto a cochonilha branca, a época de maior incidência tem sido a partir de março, com as primeiras estiagens : o ataque muitas vezes prolonga-se até o início da estação chuvosa.
No caso da cochonilha de raiz os sintomas de ataques são mais evidentes no inverno, quando ha problemas de falta d'água e de menor circulação da seiva.



NEMATÓIDES

Os nematóides assumem importância destacada na cafeicultura nacional. Normalmente o ataque ocorre em reboleiras, sendo a sintomatologia da parte aérea mais evidente no período seco, devido à menor circulação de seiva e menor quantidade de água disponível no solo.
Esses nematóides apresentam ataque mais severo em regiões de solo arenoso, bem como em solos já degradados, com nível baixo de matéria orgânica. Essas degradações provocam mudanças na biologia do solo, que podem favorecer o aumento das populações destas espécies.
A espécie de maior importância é Meloidogyne incognita que,  pela agressividade dos ataques, ocasionam redução na  produção e muitas vezes a morte das plantas.
Seguem-se, em importância, as espécies M. exigua M. coffeicola, que também reduzem a produção.
M. exigua : ocorre em todas as regiões cafeeiras do Brasil principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.
Admite-se a existência de duas ou três raças fisiológicas desta espécie, afetando variedades de Coffea arábica, bem como outras culturas : chá, pimentão, melancia, cebola e outras culturas e importância econômica.
 Produz pequenas galhas nas raízes dos cafeeiros, facilmente visíveis, que entretanto podem passar despercebidas quando as raízes sofrem dissecamento. As plantas infestadas apresentam o sistema radicular reduzido e às vezes fendilhadas. A parte aérea pode apresentar-se decadente com folhas cloróticas e queda de folhas, principalmente em períodos de seca e frio.
M. incognita : constatada atacando cafeeiros arábica nos Estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais, além de numerosas progênies de outras espécies de gênero Coffea.
No Espírito Santo aparece atacando cafeeiros robusta e não os arábicas. Existem constatadas 4 - 5 raças deste nematóide. As galhas produzidas por esta espécie são menores que as do M. exigua. As raízes se apresentam engrossadas, com rachaduras e com o aspecto de cortiça. Esse sintoma aparece ao longo das raízes, intercalado com partes sadias. Clorose e depauperamento geral da planta são observados.
O M. incognita esta sendo considerado como nematóide que causa maiores prejuízos à cafeicultura; além disso foi também constatado que este nematóide é problema em inúmeras outras culturas como : abóbora, algodão, feijão, trigo, etc.
Já foi constatado até o presente o seu ataque nas seguintes ervas daninhas na região do Paraná, tais como : capim pé de galinha, maria pretinha, fedegoso, marmelada de cavalo, mentrasto. É provável que futuramente esta lista seja ampliada. Como podemos notar não é fácil fazer rotação de culturas com café infestado de M. incognita
A disseminação dos nematóides do gênero Meloidogyne através da própria locomoção ( na fase de larvas ) é lenta, sendo que os processos normais de cultivo das lavouras podem contribuir para acelerar a disseminação através de :
a) Mudas infestadas : muito perigosas devido a distância que podem ser transportadas pelos cafeicultores.
b) Água da chuva : as enxurradas provenientes de estradas ou formadas na própria lavoura podem arrastar junto com as partículas do solo as larvas e os ovos, que em condições propícias contaminam os cafeeiros sadios.
c) Os implementos agrícolas e seus operadores em suas movimentações, de lavouras infestadas para a sadia, podem acelerar a disseminação do solo contaminado.
d) O plantio de mudas de Kiri ou de outras essências, que estejam contaminadas com nematóides nocivos ao cafeeiro, para quebra ventos ou em beira de carreadores, pode contaminar as lavouras de café, principalmente o kiri, pois resta essência é multiplicada vegetativamente ( seções de raízes ) e já se constatou nela ataque de M. incognita e M. arenaria.
Fonte : http://www.agrobyte.com.br Postado por: Elvys Cabral