sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Os Impactos do Agroquímicos sobre o Meio Ambiente

          O trabalho agrícola pode ser considerado uma prática perigosa na atualidade. Dentre os vários riscos ocupacionais, destacam-se os agroquímicos que são relacionados a intoxicações dos seres vivos e diversos outros danos ambientais.
          Este trabalho procura levar informações aos leitores sobre a importância do uso correto de agroquímicos e da consciência ambiental já que, o uso indiscriminado e, muitas vezes incorreto de agroquímicos no Brasil, assim como em outros países resulta em níveis severos de poluição do meio ambiente e intoxicação a vida humana.
Partes dos agricultores desconhecem os riscos impostos por esses produtos, conseqüentemente, negligenciam algumas normas básicas indispensáveis para a segurança no trabalho, partindo desse ponto este trabalho tem a finalidade de mostrar aos leitores a importância do uso correto desses agroquímicos para preservação do meio ambiente e da saúde humana.
Os agroquímicos classificam-se em:
1. Os BACTERICIDAS destinam-se ao controle de doenças causadas por bactérias.
2. Os NEMATICIDAS são destinados ao controle de nematóides.
3. Os HERBICIDAS são os defensivos destinados ao controle do mato.
4. Os FUNGICIDAS são usados no controle de doenças causadas por fungos.
5. Os INSETICIDAS destinam-se ao controle dos insetos.
6. Os ACARICIDAS são os defensivos destinados ao controle de ácaros.
          O presente artigo apresenta como esse uso indevido e inadequados dos agroquímicos podem causar grandes danos econômicos e ambientais à sociedade. Quando usado incorretamente, este causa contaminação da água e dos solos, pois se desloca no meio ambiente, através dos ventos e água da chuva para locais distantes do local aplicado. Ele ainda pode ser responsável pelos altos índices de intoxicação verificados entre os produtores e trabalhadores rurais, além de provocar a contaminação dos alimentos.
         O uso de agroquímicos no campo atinge primordialmente os trabalhadores rurais, que manuseiam e aplicam estes compostos. A Organização Mundial de Saúde estima que ocorreram no mundo até 2000 cerca de quatro milhões de intoxicações agudas causadas por esses compostos, com cerca de 220 mil mortes por ano. Cerca de 70% dos casos registrados ocorreram em países em desenvolvimento (JEYARATNAM, 1990, p.207).
          O uso de equipamentos de proteção adequados pelo agricultor pode reduzir em até 100 % a exposição (BONSAL, 1985, p.13). Entretanto, devido a questões econômicas, culturais ou desinformação quanto ao risco, o uso desses equipamentos, muitas vezes, é precário ou inexistente.

 Os Defensivos Agrícolas 
          O homem vem aprendendo desde a pré-história, a praticar a agricultura de uma maneira mais produtiva com a finalidade de assegurar o seu sustento. No entanto ele convive com o problema das pragas que destroem as plantas, as colheitas e os alimentos armazenados, geralmente em grandes quantidades. O combate às pragas é antigo. Os chineses há cerca de 1.000 anos atrás, já utilizavam compostos de arsênio, como o sulfeto de arsênio.
          Com objetivo de proteger a sua colheita, o homem desenvolveu os agroquímicos também denominados pesticidas, praguicidas ou defensivos agrícolas, etc. Estes produtos químicos, ou mistura destes, são destinados ao uso, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção das florestas e outros ecossistemas urbanos, hídricos e industriais, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, também empregados como substâncias e produtos desfolhantes, dessecantes, estimuladores, inibidores do crescimento e fertilizantes para as plantas.
Sua aplicação indiscriminada acarreta inúmeros problemas, tanto para saúde dos aplicadores e dos consumidores, como para o Meio Ambiente, contaminando o solo, a água, levando à morte plantas e animais.
           A agricultura brasileira cada vez mais tem feito uso desses insumos químicos, principalmente de agrotóxicos, e isso acarreta numa serie de problemas ecológicos.
Segundo Ferrari (1985, p.110) "ate os anos 50 as atividades da agricultura estavam direcionadas para geração de produtos (café e algodão, principalmente) para o autoconsumo da população residente no meio rural e alguns poucos núcleos urbanos". mas com o aumento da população urbana houve a necessidade de aumentar a produção agrícola para abastecer os centros urbanos, utilizando agrotóxicos para combater as pragas mesmo sem saber quais as conseqüências que poderiam ser geradas por estes produtos.
          De acordo com Ferrari (1985, p.111) a contaminação de alimentos, poluição de rios, erosão de solos e desertificação, intoxicação e morte de agricultores e extinção de espécies animais, são algumas da mais graves conseqüências da agricultura química industrial e do uso indiscriminado de agrotóxicos largamente estimulados nos últimos 25 anos.
          Devido à contaminação ambiental e aos resíduos de agrotóxicos nos alimentos, podemos também estimar que as populações residentes próximas a áreas de cultivo e os moradores urbanos também estão significativamente expostos aos efeitos nocivos destes agentes químicos (CARVALHO et al, 2005, p 223).

O Impacto Ambiental
            O consumo de agrotóxicos gera um círculo vicioso: quanto mais se usa, maiores são os desequilíbrios provocado e maior a necessidade de uso, em doses mais intensas, de formulações cada vez mais tóxicas.
          A fauna e a flora também são amplamente afetadas com o uso de insumos químicos indiscriminados. De acordo com Ferrari (1985, p.112), as terras carregadas pelas águas das chuvas levam para os rios, lagoas e barragens, os resíduos de agrotóxicos, comprometendo a fauna e a flora aquática, além de comprometer as águas captadas com a finalidade de abastecimento.
           Podem também provocar o aumento das pragas ao invés de combatê-las, pois na medida em que se usam insumos químicos as pragas tornam-se mais resistentes, necessitando de agrotóxico cada vez mais forte, desse modo, agredindo ainda mais o ambiente dizimando até os próprios predadores naturais das pragas.
          Agricultura Industrial, rotulada de moderna e avançada, fundamentada na economia e nos imediatos resultados à proteção das plantas cultivadas contra a ação das pragas, patógenos e ervas daninhas invasoras, tem falhado constantemente.
Para a Agricultura Industrial, o objetivo é meramente a produtividade, deixando de lado o equilíbrio ecológico, tais como: a estabilidade dos sistemas agrícolas: a conservação dos recursos naturais (água, solo e ar) e a qualidade dos alimentos.

Contaminação dos Recursos Hídricos pelo excesso de água aplicada
          O excesso de água aplicada na irrigação retorna aos rios, por meio do escoamento superficial e subsuperficial ou vai para os depósitos subterrâneos, por percolação profunda, arrastando consigo resíduos de fertilizantes, de defensivos, de herbicidas e de outros elementos tóxicos, denominados de sais solúveis.               Os recursos hídricos assim contaminados requerem tratamento apropriado quando destinados ao suprimento de água potável.
          A contaminação das águas superficiais, notadamente de rios e córregos é rápida e acontece imediatamente após a irrigação. Tem-se verificado sérios problemas decorrentes da aplicação de herbicidas na irrigação por inundação; na irrigação por sulco, a água aplicada carreia, além de herbicidas, fertilizantes, defensivos e sedimentos. Também pode ocorrer de forma mais lenta, por meio do lençol freático subsuperficial, que recebe fertilizantes, defensivos e herbicidas dissolvidos na água aplicada. Essa contaminação pode ser agravada se houver sais solúveis no solo, pois, ao se infiltrar, a água já contendo os sais aplicados na lavoura, ainda dissolverá os sais do solo, tornando-se mais prejudicial.
        A contaminação da água subterrânea é bem mais lenta. O tempo necessário à percolação até o lençol subterrâneo aumenta com o decréscimo da permeabilidade do solo e com a profundidade do lençol. Para atingir um lençol freático situado a cerca de 30 m de profundidade, dependendo da permeabilidade do solo, podem ser necessários de 3 a 50 anos. Aí reside um sério problema, pois só muito tempo após é que se saberá que a água subterrânea vem sendo poluída; esse problema se agrava os poluentes são sais dissolvidos, nitratos, pesticidas e metais pesados.
       Um estudo geológico prévio pode revelar concentração de sais solúveis no perfil do solo e indicar as áreas mais favoráveis, ou seja, com menor potencial de contaminação dos recursos hídricos. Quanto maiores às perdas por percolação e por escoamento superficial na irrigação, maiores serão as chances de contaminação dos mananciais e da água subterrânea. Torna-se necessário, cada vez mais, dimensionar e manejar os sistemas de irrigação com maior eficiência, bem como dosar corretamente os fertilizantes, herbicidas e defensivos.
      De acordo com IBGE (1993), 96% da água distribuída no Brasil é analisada e recebe algum tipo de tratamento, como filtração e adição de cloro e flúor. Dos 25% da população do país domiciliados em áreas rurais, apenas 9,3% têm rede de abastecimento de água, 57,9% utilizam água de poço ou nascente e 32,8% têm outra forma de abastecimento. Quanto às instalações sanitárias apenas 1,8% são favorecidos pela rede geral, 7,0% utilizam fossa séptica, 34,7%, fossa rudimentar, 7,4% usa outro escoadouro e 49,0% não dispõem de instalação sanitária. Também de acordo com o IBGE (1993), 11,2% dos moradores de áreas rurais dispõem de serviço de coleta do lixo domiciliar, 33,4% queimam ou enterram o lixo e 55,4% o dispõem em terrenos baldios e outros. Outro agravante que age como poluente difuso é o uso de fertilizantes e agrotóxicos no país.
        De acordo com dados do GARDA et al. (1996, p.137), das 3.186.276 T de agrotóxicos usadas, 300.000 T cumprem a sua função. O restante contamina o solo e a água. Para os fertilizantes, das 1.832.658 T distribuídas, 750.000 T são aproveitadas, sendo o restante carreado por águas de chuva, chegando a atingir o lençol freático.

        Com esta pesquisa pode-se concluir que todos os impactos causados pelo uso incorreto dos agrotóxicos resultam em danos diretos ou indiretos ao homem. A contaminação dos solos, ar, água, fauna e flora ocasionada pelo seu uso incorreto traz inúmeros problemas tanto para o meio ambiente quando para a saúde dos seres vivos.
        Como base no exposto, fica evidente a necessidade e importância de uma educação o do público em geral, no sentido do uso correto dos defensivos têm a sua parcela grande de importância na formação de uma atitude cultural adequada dos usuários.


 Postado por: Emerson dos Santos Araújo

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

SISTEMA DE PLANTIO DIRETO EM AGRICUTURA ORGANICA


SISTEMA DE PLANTIO DIRETO EM AGRICULTURA ORGÂNICA

Moacir Roberto Darolt1 e Francisco Skora Neto2

1Pesquisador Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) – Curitiba,PR – darolt@iapar.br

2Pesquisador IAPAR – Ponta Grossa,PR – skora@iapar.br

O objetivo deste artigo é discutir as possibilidades de se utilizar o sistema de plantio

direto em agricultura orgânica, observando principais entraves e possíveis soluções que vêm

sendo utilizadas por agricultores pioneiros. Neste sentido, foram levantados alguns indicadores

técnicos e econômicos que possam servir de comparação entre sistema orgânico e

convencional.

Desafios, Contradições e Dificuldades

Fazer plantio direto sem o uso de herbicidas é um dos grandes desafios da atualidade

para a pesquisa, assistência técnica e agricultores. Uma das principais críticas de quem defende

o plantio direto é a de que os agricultores orgânicos costumam revolver demasiadamente o

solo. Em nosso trabalho de pesquisa com produtores orgânicos, verificamos que ainda é

grande o uso de implementos como a rotativa que movimentam excessivamente o solo, o que

não está totalmente de acordo com os princípios orgânicos (Darolt, 2000). De outro lado, os

agricultores orgânicos criticam os usuários do sistema plantio direto pelo uso exagerado de

herbicidas, a grande dependência de empresas químicas, a possibilidade de contaminação das

fontes de água com agroquímicos e o possível uso de sementes transgênicas.

Em verdade, a melhor saída para atender os preceitos da sustentabilidade seria a

prática do plantio direto seguindo os princípios orgânicos. Muitos agricultores, que têm

trabalhado com plantio direto no sentido de reduzir a utilização de agroquímicos, já se

aproximam - em certa medida - do ideário da agricultura orgânica. Para se tornarem

efetivamente orgânicos será necessário que a unidade de produção passe por um período de

conversão.

O processo de mudança do manejo convencional para o orgânico é conhecido como

conversão. Segundo as normas brasileiras, para que um produto receba a denominação de

orgânico, deverá ser proveniente de um sistema onde tenham sido aplicados os princípios

estabelecidos pelas normas orgânicas por um período variável de acordo com a utilização

anterior da unidade de produção e a situação ecológica atual, mediante as análises e avaliações

das respectivas instituições certificadoras.

Entretanto, para evitar arbitrariedades e distorções, as normas brasileiras estipulam

um período mínimo para a produção vegetal de culturas anuais, como olerícolas e cereais por

exemplo, de 12 meses sob manejo orgânico. No caso de culturas perenes, a propriedade deverá

cumprir um período de conversão de 18 meses em manejo orgânico. Para atender a legislação

do mercado internacional o prazo é mais dilatado, sendo 24 meses para culturas anuais e um

período de conversão de 36 meses para culturas perenes. Vale lembrar que os períodos de

conversão acima mencionados poderão ser ampliados pela certificadora em função do uso

anterior e da situação ecológica da propriedade.


Postado por Almir Cardoso

domingo, 11 de agosto de 2013

A IMPORTÂNCIA DOS INSETOS NA AGRICULTURA

Tamanha é a importância dos insetos sob o espectro global, visto que é o maior grupo de diversidade ecológica. Comumente do ponto de vista agronômico, os insetos são rotulados apenas como pragas, que devastam lavouras e causam sérios prejuízos. Entretanto, são inúmeros os benefícios trazidos por estes invertebrados para o ambiente agrícola e o ecossistema como um todo.

São responsáveis pela propagação de plantas através da polinização e da dispersão de sementes, promovendo assim o fluxo gênico ao manter a base genética das plantas. Ressalta-se que, nos últimos anos, com o avanço dos problemas ambientais, de maneira geral, houve uma redução considerável no número de insetos polinizadores naturais, necessitando assim introduzi-los nos campos agricultáveis.

A atuação como agentes recicladores de nutrientes a partir da degradação da matéria morta e de excrementos auxilia nos processos físico-químicos que levam à incorporação da matéria orgânica e, consequentemente, uma melhor fertilidade do solo. Os insetos presentes no solo também são utilizados como biondicadores dos impactos ocasionados pelas atividades agrícolas.

Insetos que possuem o hábito de parasitar ou predar outros insetos considerados pragas em diversas culturas são vistos, hoje, como uma alternativa promissora, pois este hábito caracteriza-os como agentes de controle biológico natural, auxiliando assim na diminuição de produtos fitossanitários utilizados nas lavouras. Estes insetos, chamados de inimigos naturais, estão presentes no ambiente agrícola e, muitas vezes, são responsáveis por manter as populações de insetos-praga em níveis que não causam dano econômico, propiciando ao produtor redução dos custos com inseticidas e ao meio ambiente redução de impacto. 

Atualmente, diversos programas de controle biológico estão sendo desenvolvidos e muitos já apresentam sucesso no campo. Este incentivo a pesquisas visando o estabelecimento de uma metodologia de criação e utilização de inimigos naturais mais acessíveis ao produtor rural ocorre devido ao novo direcionamento no cenário mundial da produção agrícola. Que procura desenvolver tecnologias sustentáveis que busquem subsídios para minimizar o uso de agrotóxicos nas lavouras, logo que reduzam consideravelmente os impactos provocados por esta utilização. 

Por um lado, é notório que os insetos são grandes problemas nos sistemas agrícolas, quando consideramos apenas as pragas, pois acarretam perdas quali-quantitativas para toda cadeia produtiva e para o consumidor. Entretanto, o outro lado se dá pelo papel fundamental que cada grupo de inseto exerce no agroecossistema, levando ao equilíbrio ecológico.

Postado por Adriana Oliveira 

Conferência Internacional de Homeopatia na Agricultura


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

FRUTICULTURA

Exportações de frutas
Em fevereiro de 2013 as exportações brasileiras de frutas frescas apresentaram alta de 36,27% em valor (US$) e 23,53% em relação ao Peso Líquido (Kg), comparado a fevereiro de 2012. No mesmo período, as importações cresceram 8,62% em valor (US$) e diminuíram 5,97% em relação ao Peso Líquido (Kg). A Balança Comercial no mês de Fevereiro de 2013 apresentou evolução positiva de 93,38% em relação a Fevereiro de 2012. As 10 principais frutas representaram aproximadamente 99% em valor (US$) e 99,7% em peso líquido (Kg) em relação ao total exportado. O valor(US$) das exportações em fevereiro de 2013 apresenta uma recuperação em relação aos valores de fevereiro de 2008, período pré crise econômico-financeira.Acesse o documento anexo e acompanhe as estatísticas de exportação e importação de frutas frescas, bem como os principais estados e países importadores e exportadores, no período 2007 a 2013.

Postado por Almir Cardoso