| Plantação Mudas |
| Importância da qualidade da muda |
| Produção e obtenção de mudas |
As mudas podem ser obtidas pelo método da propagração vegetativa convencional ou por micropropagação.
| Propagação vegetativa convencional |
O ideal é que as mudas a serem produzidas por esse método sejam oriundas de plantas matrizes produzidas pelo método da micropropagação. Desta forma, mesmo as mudas convencionais poderão ter uma boa qualidade se o local de cultivo for isento das principais pragas e doenças da cultura. Outra forma de melhorar a qualidade da muda produzida pelo método convencional é, intencionalmente, estabelecer viveiros ou matrizeiros de campo com a finalidade específica de produção de mudas. Também, neste caso, é importante que o solo da área de cultivo seja isento de enfermidades e pragas da bananeira. A principal vantagem do viveiro ou matrizeiro é a redução do custo da muda de boa qualidade.
| Tipos de mudas e suas características |
Chifre: apresentam de 50 a 60 cm de altura e folhas lanceoladas;
Chifrão: é o tipo ideal de muda, com 60 a 150 cm de altura, já apresentando uma mistura de folhas lanceoladas com folhas características de planta adulta;
Rizoma de planta adulta: são mudas com rizomas bem desenvolvidos, em fase de diferenciação floral, e que apresentam folhas largas, porém ainda jovens;
Pedaço de rizoma: tipo de muda oriundo de frações de rizoma com, no mínimo, uma gema bem intumescida e peso de 800 g;
Rizoma com filho aderido: muda de grande peso e que, devido ao filho aderido, exige cuidado em seu manuseio, de forma a evitar danos ao mesmo;
Guarda-chuva: mudas pequenas, rizomas diminutos, mas com folhas típicas de plantas adultas. Devem ser evitadas, pois além de possuírem pouca reserva, aumentam a duração do ciclo vegetativo.
| Foto: Janay Almeida dos Santos-Serejo. |
| Figura 1. Principais tipos de mudas de bananeira. a) muda micropropagada, b) chifrão, c) chifre, d) chifrinho, e) rizoma de planta adulta, f) rizoma com filho, g) pedaço de rizoma, h) guarda-chuva. |
| Método Micropropagação |
Atualmente, o método mais empregado para a produção de mudas “in vitro” é a partir dos meristemas apicais retirados de mudas tipo chifrinho. O meristema apical e parte do próprio rizoma dessas mudas são levados para o laboratório, onde passam por diversas etapas de crescimento e multiplicação até a obtenção das mudas, que são, depois, aclimatadas, transferidas para um substrato especial e comercializadas.
As mudas obtidas por este processo são geneticamente idênticas às plantas que as originaram, são uniformes, facilitando, assim, os tratos culturais e a colheita. São, ainda, mais produtivas e evitam a disseminação de pragas e doenças. Uma outra vantagem da micropagação é que este processo permite a obtenção de milhares de mudas a partir de uma planta matriz selecionada – Fig. 2.
Foto: Moreira (1999).
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Fig. 2. Muda de bananeira micropropagada.
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| Considerações sobre os diferentes tipos de mudas |
A muda guarda-chuva deve ser descartada, pois seu vigor é fraco e o cacho produzido por ela é menor do que o cacho normal para a variedade em questão. Ela, que se enquadra como muda tipo rizoma inteiro, é um material que só deve ser utilizado na ausência de material propagativo de melhor qualidade.
A muda pau de lenha também pode ser usada nos programas de substituição de cultivares, sem destruição do bananal velho, mas sob o ponto de vista técnico não é recomendável.
A muda tipo pau de lenha, que já foi muito utilizada nos plantios de bananeiras em pequenas chácaras e em fundo de quintal, apresenta alguns fatores que limitam o seu uso na formação de novos bananais, tais como:
Entretanto, na renovação de plantios velhos, utilizando este tipo de muda do próprio bananal, os produtores têm a seu favor as seguintes vantagens:
Entretanto, o procedimento mais recomendado para esse tipo de muda é que ao se selecionar o “filho” que irá dar início à “família”, toda a parte aérea (folhas e a inflorescência, se já houver) seja eliminada ao nível da roseta foliar.
A maior vantagem do plantio desse tipo de muda é o fato de que a produção do seu “filho” é mais precoce e quase sempre produz excelente cacho.
A muda tipo rizoma inteiro de bananeira que já tenha produzido e que mantenha um rebento bem definido, com 10 a 20 cm junto a ela, é bem precoce. Esta vantagem é parcialmente anulada, pelo fato de dela apresentar o inconveniente de não ser possível fazer a limpeza correta do rizoma, devido ao broto do filho aderido ao rizoma da planta-mãe. Dessa forma, o controle dos nematóides e da broca-do-rizoma da bananeira é prejudicado. Entretanto, este tipo de muda é recomendado, se for produzida em viveiro, onde haja controle dessas pragas.
Já mudas micropropagadas plantadas diretamente da bandeja apresentam grande rendimento de serviço e rápido desenvolvimento inicial, mas exigem muitos cuidados. Convém lembrar sempre que este tipo de muda pode ser atacada por insetos cortadores e ainda contaminada por insetos transmissores de viroses. Se elas foram plantadas inicialmente em sacos de polietileno, o rendimento do seu plantio é menor, porém raramente precisam ser replantadas.
| Plantio |
| A escolha da área |
| Preparo do solo |
Após a subsolagem, procede-se ao nivelamento e destorroamento com um gradão ou Grade “V”. Após essa operação, procede-se à aração, que é feita com arado de discos, em profundidade de 30 a 40 cm. Com isto, se consegue melhorar o arejamento superficial do solo, a incorporação da matéria orgânica e das ervas-daninhas em geral, a uma boa profundidade, além de misturar as camadas de terra profunda, com os corretivos de solo aplicados em cobertura.
| Calagem e adubação de fundação |
| Época de plantio |
| Formação dos talhões e carreadores |
| Espaçamento e densidade de plantio |
Prata Anã - Densidades de 1333 a 1666 plantas por hectare, sendo indicados os seguintes espaçamentos: fileira dupla de 4,0m x 2,0m x 2,5m e 4,0m x 2,0m x 2,0m.
Pacovan - Densidades de 1111 a 1333 plantas por hectare, sendo indicados os seguintes espaçamentos: flileira dupla de 5,0m x 2,0m x 2,5m e 4,0m x 2,0m x 2,5m e fileira simples de 4,0 x 2,5 m e 5,0 x 2,5 m.
Subgrupo cavendish (banana d'água, casca verde, nanica) – Densidades de 1667 e 1860 plantas por hectare: espaçamentos de 3,0 x 2,0 m e fileira dupla de 3,76 x 1,0 x 2,26 m – sendo 3,76 m entre ruas, 1,0 m entre fileiras duplas e 2,26 m entre plantas na fileira.
| Coveamento e plantio |
Nas áreas mecanizáveis, o coveamento pode ser substituído pelo sulcamento com equipamentos que garantam a profundidade desejada para o plantio.
È importante observar, no ato do plantio, a profundidade de colocação da muda. Deve-se buscar sempre fazer plantio da muda entre 20 e 30 cm abaixo do nível do solo. À medida que a planta se desenvolve, normalmente, ocorre o afloramento do rizoma; por isso, é importante retardar a tendência natural do afloramento do rizoma plantando a muda na profundidade citada.
Mudas micropropagadas devem ser aclimatadas antes do plantio por um período de 45 a 60 dias, por meio da exposição gradativa a luz solar direta. Esse tipo de muda exige um cuidado especial também com relação à profundidade de plantio. Neste caso, o plantio também deve ser mais profundo (o colo da planta deve ficar 15 cm abaixo do nível do solo), tomando-se o cuidado de chegar o solo no pseudocaule à medida que a planta cresce. No momento do plantio, os sacos plásticos que envolvem as mudas, devem ser cuidadosamente retirados para não danificar as raízes. Em seguida, as mesmas são colocadas na cova e adiciona-se terra misturada com adubo orgânico e fertilizante fosfatado, fechando-se a cova no final do processo. Algumas etapas do plantio são ilustradas nas Fig. 3 a 6.
| Foto: Moreira (1999). |
| Fig. 3. Plantio e posicionamento de muda tipo pedaço de rizoma utilizada no plantio de bananeira. |
| Foto: Moreira (1999). |
| Fig. 4. Plantio e posicionamento de muda micropropagada utilizada no plantio de bananeira. |
| Foto: Moreira (1999). |
| Fig. 5. Plantio de muda tipo chifrão utilizada no plantio de bananeira. |
| Foto: Moreira (1999). |
| Fig. 6. Plantio da muda de rizoma de planta adulta utilizada no plantio de bananeira. POSTADO POR ALMIR CARDOSO |
Para ter um bom plantel agrícola é preciso conhecer as técnicas de plantio, isso gera aumento da produção e seleciona a qualidade do produto através de mudas resistentes a pragas .
ResponderExcluirBem interessante esse post. Nos da ideia e conhecimento para a seleção de boas mudas, sendo assim melhorando a qualidade das plantações
ResponderExcluirOla, a subsolagem, e mesmo necessario sempre? em uma area com argilas expansivas de alta movimentacao, achas tmb que isso tem de ser feito? qual e a ferramenta que recomendas? obrigado.
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